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terça-feira, 12 de abril de 2011

A Idade de Ser Feliz





Existe somente uma idade para a gente ser feliz,

somente uma época na vida de cada pessoa

em que é possível sonhar e fazer planos

e ter energia bastante para realizá-las

a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.



Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente

e desfrutar tudo com toda intensidade

sem medo, nem culpa de sentir prazer.



Fase dourada em que a gente pode criar

e recriar a vida,

a nossa própria imagem e semelhança

e vestir-se com todas as cores

e experimentar todos os sabores

e entregar-se a todos os amores

sem preconceito nem pudor.



Tempo de entusiasmo e coragem

em que todo o desafio é mais um convite à luta

que a gente enfrenta com toda disposição

de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,

e quantas vezes for preciso.



Essa idade tão fugaz na vida da gente

chama-se PRESENTE

e tem a duração do instante que passa.



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mercadoria por entre os dedos

Mercadoria por entre os dedos




“ O nevoeiro adensa-se na madrugada,

Por entre os candeeiros perdidos meio despidos,

E passos apressados ecoam,

Pelas ruas e becos de Lisboa.

Passos esses que provêm,

Sem justa causa e após,

Uma noite de copos e companhia,

Num qualquer bairro,

Em qualquer casa,

Por um arruaceiro de qualquer natureza.

Um copo de vidro partido,

Quebrado como qualquer jarro,

Uma montra encontrada,

Desprovida de tudo e mais alguém.

Soa pelas ruas o alarme,

E esses passos apressam-se na escuridão,

Fugindo, despistando,

Correndo, amando aos poucos,

Aqui e acolá,

E perde-se a mercadoria por entre os dedos.

Mãos sulcadas de espírito,

E caras carregadas de mágoa e dor,

Tudo se rouba nas ruas de Lisboa,

Tudo se vende e confecciona,

Somos todos ladrões,

Nem que sejam dos corações alheios a nós.”



Miguel, 07FEV2003
 
 
(obrigado)  :)

sábado, 7 de agosto de 2010

Filha da Terra

Sou filha da terra.
Pois quando nasci,
Ela me adotou na certa.
Vivo e ando por ela
Que me acolheu na certeza
De que faço parte de sua realeza.
Nesta certeza...
Ela tem cuidado de mim assim:
Quando sinto fome,
Dá-me o alimento.
Quando sinto sede,
Dá-me água
Nascida de suas entranhas
Que não estranha,
Pois fui gerada do seu pó.
Fazendo de mim,
Parte de sua partícula.
Sabedora disto,
Sabe que,
Um dia voltarei
Ao pó novamente.
Quando esse dia chegar,
Receberá-me com amor de mãe.
Fazendo-me repousar em teu seio,
A minha carne tranquilamente.
Pois me tornará,
Parte de sua molécula novamente.
Pois sou filha da terra
Que nunca erra.


 
Lucimar Alves